AS BRASILEIRINHAS SEM FERRÃO

ABELHA JANDAÍRA

As colônias de abelhas sem ferrão quase sempre têm rainhas virgens disponíveis, o que permite uma longevidade ímpar, só comparável a algumas espécies de formigas. Grande parte das abelhas nativas é típica do nosso ecossistema. Elas são chamadas “sem ferrão” por possuírem um ferrão atrofiado que não serve para defesa e, têm tantos  nomes populares, que dá até para confundir. Os nomes variam de região para região e, as vezes, uma espécie pode receber  vários nomes num mesmo local. Mas a variedade não para por aí. A quantidade de tamanhos, formas e cores destas espécies também confundem bastante. Algumas chegam a medir mais de 5 cm e outras têm pouco mais de 2 mm e geralmente são confundidas com besouros e mosquitos. O mesmo acontece em relação às cores, as espécies com tons verdes, azuis e roxos metálicos muitas vezes passa por moscas varejeiras. Também existem abelhas mais ornamentadas, com listras e manchas pelo corpo, ou em cores lisas e brilhantes, com várias tonalidades de negro e amarelo. O comportamento dos meliponíneos também é diverso, vai do padrão seguido pela Apis até a reclusão absoluta, mas as diferenças mais visíveis estão nos hábitos de nidificação. A maioria estabelece colônias em ocos de árvores, com preferência em relação à altura ou à espécie de árvore. Enquanto outras preferem construir ninhos aéreos ou subterrâneos, quando não se apossam dos ninhos de outros insetos. A profundidade dos ninhos subterrâneos varia de acordo com a espécie, o tipo de terreno e o sistema ecológico da região, indo de 30 cm a 2 m. Os aéreos são fixados numa superfície resistente, ao ar livre, geralmente apoiados numa parede de proteção. O material básico de construção é o cerume, uma mistura de cera e própolis. A cera produzida é armazenada em pequenos depósitos, que ficam nos locais mais adequados do ninho. Ela é continuamente trabalhada pelas abelhas que misturam  à própolis para formar o cerume.  A própolis também é armazenada em potes e tem funções e propriedades iguais à própolis das Apisembora seja mais viscosa. Algumas espécies usam cera pura na construção do ninho, muitas usam barro e outras chegam a utilizar excrementos de mamíferos para revestimentos externos ou divisões internas. E ainda as mais requintadas, como a irapuá, que usa pedaços de flores e folhas, com especial predileção por brotos cítricos. A entrada dos ninhos é feita de barro puro, cerume ou geoprópolis (barro misturado com própolis) e pode ter o formato de tubo ou de cratera, da qual irradiam sulcos e cristais alternadas. No centro da abertura fica o orifício que dá passagem a uma abelha por vez. Há espécies que fecham o  ninho à noite, mas a maioria dos meliponíneos mantêm a entrada aberta. – Fonte: Almanaque Rural – Mossoró(RN)., 08 de agosto de 2018 – Paulo Menezes
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